Código da Vivência

domingo, 8 de Novembro de 2009

A vida é um carrossel

Eh, pá, deixa-me abrir contigo
Desabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu compreendes bem
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Jorge Palma

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Sentimentos

Sentimentos, de forma genérica, são informações que seres biológicos são capazes de sentir nas situações que vivenciam. [wikipedia]
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"Não é a força, mas a constância dos bons sentimentos que conduz os homens à felicidade." (Friedrich Nietzsche)

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

A Vida é Absoluta Convicção

«A vida é primariamente encontrar-se, cada qual, submergido entre as coisas, e enquanto é apenas isso consiste em sentir-se absolutamente perdido. A vida é perdição. Mas por isso mesmo obriga, quer queiramos quer não, a um esforço para se orientar no caos, para se salvar dessa perdição. Este esforço é o conhecimento que extrai do caos um esquema de ordem, um cosmos. Este esquema do universo é o sistema das nossas ideias ou convicções vigentes. Quer queiramos quer não, vivemos com convicções e de convicções. O mais teoreticamente céptico existe apoiando-se num suporte de crenças sobre o que as coisas são. A vida é absoluta convicção. A dúvida intelectual mais extrema é vitalmente uma absoluta convicção de que tudo é duvidoso. E algo ou tudo ser duvidoso não é uma crença num ser menor do que qualquer outra de aspecto mais positivo.»
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Ortega y Gasset

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Ainda José Régio...



Este "Cântico Negro" é sublime... Ouvi-o, pela primeira vez, numa aula de Português no Liceu. Tinha 16 ou 17 anos... Na altura, impressionou-me a força e a agressividade das palavras. Mas não entendi algo do poema. Foram precisas algumas vivências para conseguir discernir e partilhar este sentimento tão bem expresso nestas palavras.

E, ainda a propósito de José Régio, evoco aqui outro poema lindíssimo - "Fado Português"- brilhantemente interpretado por Amália Rodrigues e excelentemente recriado pelo projecto Amália Hoje.

Estou viciado...

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Poema do silêncio

Sim, foi por mim que gritei.
Declamei,
Atirei frases em volta.
Cego de angústia e de revolta.

Foi em meu nome que fiz,
A carvão, a sangue, a giz,
Sátiras e epigramas nas paredes
Que não vi serem necessárias e vós vedes.

Foi quando compreendi
Que nada me dariam do infinito que pedi,
-Que ergui mais alto o meu grito
E pedi mais infinito!

Eu, o meu eu rico de baixas e grandezas,
Eis a razão das épi trági-cómicas empresas
Que, sem rumo,
Levantei com sarcasmo, sonho, fumo...

O que buscava
Era, como qualquer, ter o que desejava.
Febres de Mais. ânsias de Altura e Abismo,
Tinham raízes banalíssimas de egoísmo.

Que só por me ser vedado
Sair deste meu ser formal e condenado,
Erigi contra os céus o meu imenso Engano
De tentar o ultra-humano, eu que sou tão humano!

Senhor meu Deus em que não creio!
Nu a teus pés, abro o meu seio
Procurei fugir de mim,
Mas sei que sou meu exclusivo fim.

Sofro, assim, pelo que sou,
Sofro por este chão que aos pés se me pegou,
Sofro por não poder fugir.
Sofro por ter prazer em me acusar e me exibir!

Senhor meu Deus em que não creio, porque és minha criação!
(Deus, para mim, sou eu chegado à perfeição...)
Senhor dá-me o poder de estar calado,
Quieto, maniatado, iluminado.

Se os gestos e as palavras que sonhei,
Nunca os usei nem usarei,
Se nada do que levo a efeito vale,
Que eu me não mova! que eu não fale!

Ah! também sei que, trabalhando só por mim,
Era por um de nós. E assim,
Neste meu vão assalto a nem sei que felicidade,
Lutava um homem pela humanidade.

Mas o meu sonho megalómano é maior
Do que a própria imensa dor
De compreender como é egoísta
A minha máxima conquista...

Senhor! que nunca mais meus versos ávidos e impuros
Me rasguem! e meus lábios cerrarão como dois muros,
E o meu Silêncio, como incenso, atingir-te-á,
E sobre mim de novo descerá...

Sim, descerá da tua mão compadecida,
Meu Deus em que não creio! e porá fim à minha vida.
E uma terra sem flor e uma pedra sem nome
Saciarão a minha fome.
José Régio

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

A esperança...

É uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal. A esperança requer uma certa perseverança, i.e., acreditar que algo é possível mesmo quando há indicações do contrário.
in Wikipédia
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A esperança, enganadora como é, serve contudo para nos levar ao fim da vida pelos caminhos mais agradáveis
La Rochefoucauld

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Música do dia...

Certas músicas marcam certos dias. Hoje, foi esta e partilho-a aqui.
Clicar em cima da imagem.

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

O equilíbrio.

Cada vez tenho menos certezas sobre a vida. Em nome da sanidade mental, assumo decisões e reconheço o estado de espírito nas convicções, mais ou menos fortes, que versam sobre os desejos, as ambições, os sonhos...
Numa busca incessante do equilíbrio entre a razão e a emoção, algures num sentimento indefinível, situo-me num prisma onde faz frio e calor ao mesmo tempo.

sábado, 10 de Outubro de 2009

Confirmam-se...

... "escutas" no Palácio de Belém. :)

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Leitura (quase) obrigatória


Os Amigos d´Avenida, em parceria com o Diário de Aveiro, decidiram esmiuçar os programas dos candidatos à autarquia aveirense. Um excelente exercício de cidadania que deve e merece ser esmiuçado aqui pelos eleitores de Aveiro.

Infelizmente, acho que poucos são aqueles que se interessam verdadeiramente pelas questões de fundo. A grande maioria da população vota por simpatia, seja na figura do candidato ou no partido pelo qual concorre. Ainda assim, acho muito bem que se tente contrariar a letargia colectiva e, pelo menos, se obriguem os candidatos a pensar e a desenvolver uma ideia sobre os temas sujeitos à colação. Daqui felicito os Amigos d´Avenida e, como eleitor, agradeço o serviço público prestam.

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Eleições vezes três.

Nos últimos tempos, tenho apreciado a dinâmica criada pela sobreposição de eleições no país. É interessante ver as campanhas dos partidos e dos candidatos nas ruas. É engraçado rir com as gaffes dos políticos. É espectacular ver os Gato Fedorento a esmiuçar os sufrágios. É desafiante discernir os bons políticos, daqueles que são assim-assim e dos que... pronto, estavam bem era a colar cartazes. É estimulante descobrir boas propostas nos programas eleitorais. É difícil perceber alguns slogans dos cartazes. É giro ver gente altiva que se esforça por ser simpática. É um exercício intelectual constante o de se tentar encontrar coerência em argumentos que são repetidamente subvertidos. E... é uma grande paródia, é o que é. Mas tem tido, claramente, o efeito na sociedade de a envolver com a política. Ao contrário do que alguns querem fazer crer, acho que a democracia portuguesa, com todos os defeitos que lhe reconhecemos, até está de boa saúde. Merecia, porventura, uma maior capacidade dos seus "líderes". Sobretudo, a capacidade de gerar consensos em matérias que são cruciais e sobre as quais, a nossa experiência e a experiência que nos chega lá de fora já é quanto baste para se ter aprendido alguma coisa.
Enfim, que este pagode provocado por tantas eleições juntas tenha o condão de estimular o sentido crítico de um povo demasiado amarrado a preconceitos e estereótipos. E tão carente de liderança.

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

domingo, 20 de Setembro de 2009

27... Porquê?

Na passada Quinta-Feira, depois de jantar, passei pela Praça do Peixe, abundantemente frequentada, naquela noite, por estudantes universitários, sobretudo, caloiros que desfrutam das primeiras noites na “nova” cidade.
Bem sei que não é bonito ficar à escuta de conversas alheias, mas foi-me impossível não ouvir um curto diálogo entre um jovem barcelense e uma jovem, também ela do norte do país, a avaliar pelo "sotaque", mas cuja proveniência não me apercebi. Pela prosa que mantiveram, percebi que a rapariga é caloira e ele já está na Universidade de Aveiro há algum tempo. O que achei curioso foi o facto dele, rapaz para os seus 20/23 anos, no máximo, estar a tentar convencer a rapariga que tem 27!!! Ela não se acreditou e eu também não.
Mas fiquei a pensar porque raio quereria ele que ela pensasse que ele tem 27 anos…
Quando eu era menor de idade, ansiava pelos 18. Sem dúvida! Mas depois disso, não me lembro de alguma vez ter desejado ser mais velho do que sou…

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

Festa dos Amigos d´Avenida

Os Amigos d´Avenida, um conjunto de cidadãos de Aveiro, estão a organizar uma grande festa no próximo dia 19 de Setembro, Sábado, que se insere nas comemorações dos 250 anos da cidade.
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Este evento é o culminar de seis meses de actividades deste movimento, tendo como um dos objectivos a promoção da reflexão sobre as transformações da cidade, em particular do seu espaço público, e o desenvolvimento de actividade experimentais de animação do espaço público (http://programadasfestas.blogs.sapo.pt/). Como corolário dessas actividades este movimento produziu um manifesto pela qualificação e animação do espaço público (http://manifestopelacidade.blogs.sapo.pt/) e esse manifesto deu origem a um projecto cinematográfio - o projecto Aqui! Here! (http://aqui2009.blogs.sapo.pt/). Para além disso, os Amigos estão envolvidos no desenvolvimento de um projecto colaborativo de reflexão sobre o futuro da Avenida Lourenço Peixinho (http://projectoavenida.blogs.sapo.pt/).
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O evento no próximo Sábado decorrerá em Aveiro, Ovar e ílhavo/Costa Nova. Mais informações através desta via. Numa altura em que a dita sociedade civil parece tão "desligada" das causas públicas, é de enaltecer a dinâmica deste movimento.

domingo, 13 de Setembro de 2009

A Festa das Pessoas!

Já lá vai mais de uma semana, mas não queria deixar passar a oportunidade de partilhar por aqui, a vivência de mais uma edição da Festa do Avante. Este ano, na companhia de um grupo de malta fantástica, tive o privilégio de viver a Festa por “dentro”. Graças ao Filipe, foi-me permitido entrar no recinto algumas horas antes da abertura oficial e constatar a azáfama dos milhares de pessoas ligadas à organização naqueles instantes que antecederam o momento de franquear as portas à multidão, bem como, após o fecho no último dia, o ambiente de festa após a Festa, madrugada dentro, daqueles que, durante várias semanas e também nos dias da Festa, abdicaram do seu descanso e do merecido momento de desfruto do evento que tanto ajudaram a montar, para se ocuparem do exercício de uma imensidão de tarefas que os absorveram até à exaustão. No entanto, a convicção de que o seu partido continua a organizar um dos maiores e melhores (senão mesmo o maior e melhor!) eventos de cultura e animação do país, transforma o cansaço dos militantes em energia e optimismo para o ano que se segue.
Tentar descrever a Festa do Avante nestas linhas seria uma tarefa ingrata para mim e injusta para as mais de 7.500 pessoas (!), a grande maioria de forma voluntária, que colocam esta Festa de pé. Das várias edições em que me foi permitido estar presente, tenho de reconhecer que nenhuma me desiludiu. Os anos passam e fico com a convicção que a Festa está cada vez melhor e maior. Melhor na diversidade e na organização. Maior no número de visitantes, sobretudo, jovens.
O PCP está de parabéns pelos excelentes três dias que proporciona, todos os anos, a quem visita a Quinta da Atalaia no primeiro fim-de-semana de Setembro.
A edição deste ano prometia e não defraudou! Na Sexta-Feira, destaco a Grande ópera, presenciada por dezenas de milhares de pessoas. Foram, sensivelmente, duas horas e meia dum espectáculo sublime! Deixo aqui um “cheirinho” encontrado no youtube.
No Sábado, gostei bastante do concerto dos Blind Zero, mas foram os Clã a “estrela-maior” deste dia no Palco 25 de Abril. No Domingo, os Peste & Sida puxaram bastante pela assistência, mas foram os Ska P que “partiram a loiça toda”. Que grande concerto que esta banda do bairro operário madrileno de Vallecas proporcionou. Um recital de ska de intervenção contra o capitalismo, o imperialismo e a guerra. Fiquei surpreendido com a adesão em massa a este concerto de muitos milhares de jovens. Impressionante ver tanta gente a vibrar com as músicas de uma banda de tão forte cariz ideológico. De referir, em jeito de curiosidade, a actuação do Grupo Folclórico de Esgueira, no Domingo à tarde, no Palco Arraial.
Mas a Festa do Avante é muito mais do que um festival de música. Além dos concertos de vários géneros musicais, bandas e sons de todo o mundo, tem teatro, cinema, debates, fóruns, feira do livro, do disco, da ladra, espaços de gastronomia regional e internacional, ciência, desporto, artesanato, bienal de artes plásticas, etc… E, claro, a componente política que, legitimamente, o PCP lhe confere. Acho ridículo que se tente ocultar a relevância da Festa do Avante. Independentemente das opções político-partidárias de cada um, a Festa do Avante, pela sua dimensão social e cultural, é uma festa do povo para o povo. Merece ser visitada por todos. Novos e velhos. Sem preconceitos.

sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

O Jardim do Marquês

Numa incursão à cidade Invicta, deu-se o acaso de conhecer o Jardim do Marquês e, necessitando de "fazer" algum tempo por ali, ter o privilégio de me sentar alguns minutos num banco daquele jardim.
O bocadinho que ali estive, além de ter dado para desfolhar o JN do dia, permitiu-me observar a dinâmica e a envolvência daquele espaço. Uma zona de circulação pedestre em terra batida, uns arbustos, umas árvores, um coreto, um quiosque de revistas e jornais, muitas pessoas a passar e, mais espantoso, um numeroso grupo de homens, todos acima dos 50 de idade, a jogar cartas e a conviver à volta dumas mesas e bancos de pedra.
Achei delicioso o facto daquele jardim, apesar do seu aspecto "desactualizado" e "desconfortável" para qualquer arquitecto dos nossos dias, revelar tanta vida em si mesmo.
O estar ali transportou o meu pensamento para outros locais, noutras cidades, que foram objecto de intervenções urbanísticas. Sítios que já foram uma referência, autênticos pontos de encontro que, com o passar dos anos, mesmo requalificados, com mobiliário urbano ultra-moderno, deixaram de ter vida.
O Jardim do Marquês não se actualizou... Está ali, no meio das ruas e do trânsito, alheio ao progresso. Mas, talvez por isso, o Jardim permanece com tanta vida. É que são as pessoas que tornam os sítios especiais e aquela malta toda que por ali pára, certamente, há muitos anos, sente-se bem ali, num espaço cujos elementos identitários permanecem inalterados. Uma prova inequívoca de que há valores que o conforto e a modernidade não substituem.

quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Um beijo?!

Muitas vezes, no calor das situações, as pessoas dizem o que não pensam, falam sem pensar, fazem figurinhas tristes, protestam sem razão, etc, etc...
São várias as reacções tipificadas nos seres humanos em momentos de maior tensão. O que eu nunca tinha visto (ou, sequer, imaginado!) era isto! Vejam bem o vídeo... Hilariante!

domingo, 30 de Agosto de 2009

Tendência para complicar...

Isto de estar mais de 3 semanas fora de Aveiro já não acontecia há muitos anos… Foi refrescante! Sinto-me com energias renovadas para enfrentar uma nova dinâmica que se impõe. Para já, os últimos dias em Aveiro têm servido para me actualizar sobre vários assuntos, rever alguns amigos e pôr alguma “ordem na casa”. Confesso que, dada a conjuntura que se me depara, já sinto saudades do calor da Andaluzia e do Algarve, bem como, das respectivas envolvências harmoniosas.
A primeira missão neste pós-férias está a ser a desmontagem de uma embrulhada de todo o tamanho provocada por uma sucessão de mal-entendidos e equívocos de pessoas que têm como característica falar por “meias-palavras”, criando com isso situações embaraçosas umas às outras.
O ideal seria que se evitassem as trapalhadas… No entanto, quando elas acontecem, seria importante que quem está metido nelas assumisse uma postura construtiva que facilitasse a sua desmontagem. Arrepiar caminho, portanto. O problema é que os mal-entendidos são geradores de desconfianças e depois, está claro, torna-se mais difícil promover o diálogo entre os agentes da trapalhada, pois estes abdicaram de conceder a presunção de boa-fé aos seus interlocutores. Daí a apontar o dedo acusatório, é um passo. E pronto, num ápice, está o caldo entornado!
Tudo seria escusado se prevalecesse o diálogo claro, frontal, sincero e objectivo. Onde não há certezas, que se convoquem todas as cautelas.
Com uma grande dose de sensatez, muita paciência e alguma habilidade, acredito que muitos dos problemas aparentemente “inultrapassáveis” se resolvem.
Dizem que a vida é complicada, mas eu acho é que são as pessoas que a complicam.

segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

A terminar...

Depois da "aventura espanhola", seguiram-se mais uns dias de puro prazer algarvio. Tempo maravilhoso (adoro o calor!), a praia excelente, o mar espectacular... Boas companhias, excelentes sangrias, grandes conversas e uma ou outra noitada. Pelo meio, algumas horas (deviam ter sido mais...) dedicadas à Pós-Graduação.
Há muito que umas férias longe de Aveiro ou Coimbra não me faziam tão bem ao espírito. Recordava, com nostalgia, os tempos de menino em que nunca queria ir embora no fim das férias. De facto, nós seres humanos somos estranhos até para nós próprios. As motivações mudam, as necessidades também...
Aqui deixo o meu agradecimento às pessoas (felizmente foram muitas!) que comigo conviveram neste Verão. Nos próximos dias, estarei de regresso à Veneza Portuguesa para desfrutar dos últimos dias de Agosto e preparar o terreno para o turbulento e desafiante ano que se segue. A vida não pára!

domingo, 16 de Agosto de 2009

Vacaciones...


Depois de duas semanas afastado das lides “netinianas”, impõe-se que preste, através desta via, o meu tributo a Conil de La Frontera, um município da Província de Cádiz, na Andaluzia. Trata-se de uma localidade marítima muito pitoresca na qual a influência árabe se nota nas suas estreitas ruas, nas suas baixas casas brancas, nos seus pátios e pequenas praças.

Na companhia do Pedro "o Quinze", do Nuno, do Paulo e do Alex (Que quinteto de luxo! Quem dera ao Queiróz ter estes cinco “galácticos” na selecção nacional!), lá fui conhecer a costa sul espanhola, ou pelo menos, algo dela.

Conil revelou-se uma grande surpresa. A localidade é muito agradável, a praia é grande, o mar é fantástico e a temperatura esteve sempre acima dos 30 graus… No entanto, como sempre digo, são as pessoas que tornam os locais especiais e, neste particular, estivemos muito bem acompanhados pelas simpáticas anfitriãs Cynthia, Andreia, Garazi, Maria e Heidy. Estão especialmente de parabéns por nos terem aguentado uma semana sem perderem o fair-play! O Dani e o Alberto, amigos das anfitriãs, estiveram quase sempre connosco e foram inexcedíveis, tornando a estadia ainda mais divertida.

Para recordar, além destes amigos, o “botellón”, a “carpa”, a “playa”, a “Cruz Campos”, o “saludo minimal”, o “Carlitos na área”, os adeptos do Bétis que não gostam do Ricardo, os italianos do “Family Guy”, os marroquinos que não conhecem Aveiro mas conhecem a Vagueira (!), etc... Já para não falar dos hilariantes "Fala-me bem!" e "Tira-me a mão" pronunciados pela Cynthia a emitar o "Pê Éne"! (eheh!)
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Agora vou tratar de aproveitar mais uns dias de calor algarvio, porque já me avisaram que na “Veneza Portuguesa” está fresquito…

Termino este post com o link para o vídeo da música que, (quase) unanimemente, foi escolhida como a banda sonora de Conil´09... Embora a minha preferência recaísse sobre esta. :)

quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Os 52 do Rui...

Aos meus 7 anos, já eu sabia todas as letras do álbum "Mingos e os Samurais", o qual pedi à minha avó que o comprasse para oferecer à minha mãe (para eu o poder ouvir em casa, claro está!). O primeiro concerto que me lembro de ter exigido aos meus pais que me levassem foi, precisamente, um concerto de Rui Veloso, talvez em 1990 (já não tenho a certeza...) no antigo Parque de Feiras e Exposições.

As músicas do Rui acompanharam o meu crescimento e posso mesmo afirmar que têm sido a banda sonora da minha vida.

E hoje, ao olhar para cima e a sorrir à lua, eu canto "Não há estrelas no céu...".

terça-feira, 28 de Julho de 2009

Lição de economia...

A crise instalou-se numa pequena vila e estância de veraneio na costa sul da França.
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Há pessoas carregadas de dívidas.
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Subitamente, um turista russo, rico, entra no pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de 100 € sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se não lhe agradar.
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O dono do hotel pega na nota de 100€ e corre ao fornecedor de carne a quem deve 100€. O talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar 100€ que devia há algum tempo. Este, por sua vez, corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este, por sua vez, corre a entregar os 100€ a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito.
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Esta recebe os 100€ e corre ao hotel a quem devia 100€ pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes. Neste momento, o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100€. Recebe o dinheiro e sai.
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Todos liquidaram as suas dívidas e, nesta pequena vila costeira, encaram agora com optimismo o futuro.

sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Ouvir, voltar a ouvir... não parar de ouvir.

"A nossa verdadeira identidade é a própria consciência e não as coisas com que a consciência se identificava." Eckhart Tolle

quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Pensamento íntimo.

«...Todo o tempo passado é uma fonte de sabedoria, cheia de ensaios e de erros - resultados de que não gostámos -, que devem ser consultados e aos quais devemos voltar frequentemente em busca de um conselho para edificar a liberdade do nosso presente e a plataforma de mudança para um futuro melhor, mais afável e aberto.»
Rosetta Forner

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Prestes a completar 27 anos desta vida, confesso ainda me sentir uma criança. Não raras vezes, constato em mim uma imaturidade bem vincada que tento esconder. Quando partilho tais pensamentos íntimos, alguma palavra amiga e simpática me diz "é precisamente o contrário".

Não sei quem tem razão, aliás, nem sei se a razão existe. Também não me preocupo muito com isso. Sinto que, à luz da ideia da maioria das pessoas, ainda sou um jovem. Dizem-me que ainda tenho muito para viver. Não sei se terei. Também não me interessa. É que se a idade, a imaturidade e a ignorância me fazem sentir um miúdo, o que já vivi faz-me sentir mais velho do que realmente sou. E assumo-o, pela ausência em mim, no presente, de um grande sonho. Falta-me algo que a infância e a adolescência me proporcionaram e que agora não encontro.

Mas sei que a vida é composta por ciclos. Fases em que o entusiasmo domina e outras em que o desânimo impera. Quem, como eu, se sujeita a viver a vida como ela é, tem de aceitar as regras da lucidez e reagir.

Com o Verão à porta, estou esperançado que o sol vingue e me ilumine o espírito. Várias frentes em que estive envolvido se encerram. Outras terão de ser continuadas por outros. Só assim terei disponibilidade para abrir novas frentes. O balanço da aprendizagem é, francamente, positivo.
Que o tempo de hoje seja o tempo de mudança para uma forma de vida mais própria, mais compensadora e, até, mais arrojada.

terça-feira, 14 de Abril de 2009

Baú dos ensinamentos

Ontem, acordei com uma música na cabeça intitulada "Pequeno Pormenor". Trata-se de um tema do álbum "Mundo ao Contrário", dos Xutos e Pontapés, lançado em 2004. A propósito, lembrei-me que tinha escrito um pequeno texto sobre a importância dos pequenos pormenores em 2005 e que publiquei aqui com o título "Abrir o golpe...". Já na altura, nesse apontamento, aludi a este tema.
Claro que estas coisas não vêm à memória por acaso. As minhas vivências actuais convidam-me, inconscientemente, a revisitar o meu baú dos ensinamentos, encontrando por lá reflexões intemporais.
Fica a partilha, acreditando que possa ser pertinente.
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domingo, 12 de Abril de 2009

250 anos de elevação a cidade

quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Palavras...


«Quando as palavras não dizem o que somos.

Gastamos em tinta o que prometemos em sonhos.»


Mesa

domingo, 5 de Abril de 2009


quarta-feira, 25 de Março de 2009

"Despertar espiritual"

"O movimento de retorno na vida de uma pessoa, a debilidade ou a dissolução da forma, seja através do envelhecimento, da doença, da incapacidade, da perda ou de algum tipo de tragédia pessoal, carrega um enorme potencial para o despertar espiritual - para a consciência deixar de se identificar com a forma."
Eckhart Tolle

segunda-feira, 23 de Março de 2009

Acidente de trabalho... :)

(clicar em cima para aumentar)

sexta-feira, 20 de Março de 2009

Frases que já ninguém diz...

Noutro dia, contando com a preciosa colaboração do Filipe, da Ana Isabel e da Bia, elaborei uma lista das "frases que já ninguém diz... em Portugal". Se quiserem dar o vosso contributo à lista que se segue, utilizem a secção de comentários à vontade.
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«Eu confio na justiça! Deixemos a justiça funcionar!»

«Até prova em contrário, qualquer pessoa é inocente!»

«O meu banco é rigoroso e transparente.»

«Temos um país seguro.»

«Existem países piores em matéria de corrupção.»

«A prestação da minha casa é razoável.»

«As instituições democráticas funcionam.»

«A polícia existe para ajudar o cidadão.»

«Consigo divertir-me sem beber.»

«Vivemos num país livre!»

«A educação é uma prioridade.»

«Todos têm o mesmo direito à saúde.»

«Deixem-nos trabalhar!»

«Sempre paguei os meus impostos!»

quinta-feira, 12 de Março de 2009

«Carne p´ra canhão»

«Carne p´ra canhão» é o nome da primeira série projectada em Aveiro para a web, um projecto de quatro licenciados, actualmente a frequentar o mestrado, em Novas Tecnologias da Comunicação na Universidade de Aveiro. Trata-se de uma série de ficção com cenários virtuais, totalmente filmada em estúdio, usando fotos bidimensionais e colocando-as em perspectivas de três dimensões.
Quanto ao argumento, este policial retrata as aventuras de um detective que pretende desvendar um desaparecimento e acaba por se envolver no mundo do crime ligado ao tráfico de bacalhau.
Vale a pena dar uma espreitadela aos seis episódios já online.

segunda-feira, 2 de Março de 2009

Um novo dia

Recordo-me quando vi a luz.
Tanto tempo ansiei por vê-la
E sabia, lá no fundo, que ela existia.
Mas a escuridão do mundo
E a cegueira do meu coração
Impediam que ela brilhasse.
*
Foi como nascer de novo.
Uma alegria que não é deste mundo
Inundou o meu ser.
Um êxtase interior descomunal
Me arrebatou.
Só por ouvir fragmentos da Verdade.
*
Um mensageiro dos deuses
Foi o que me pareceu na altura
Quem me mostrou a luz
Que tanto ansiava ver.
Bebia das suas palavras
Como se de ambrósia se tratasse.
Acabei por descobrir
Que não era nenhum anjo
Mas alguém como eu
Só que mais avançado no Caminho.
*
Pareceu-me irreal
Momentos infinitos se passavam
Ao descobrir um mundo novo de coisas
Mais antigas que a própria alma
E que, no entanto, sempre ali estiveram
Ocultas da minha vista.
.

quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Audácia...


"Os medos enchem-nos a alma de teias de aranha, tiram-nos o alento e criam defesas intransponíveis no nosso olhar."

Rosetta Forner

quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Indubitavelmente...

"A consciência é o maior agente da mudança."
Eckhart Tolle

sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Processo evolutivo...

A vida é um caminho sem retorno. O que se faz ou se deixa de fazer, num determinado momento, não é susceptível de repetição. Cada momento é único. O difícil mesmo é valorizar essa unicidade no próprio momento. O viver e o sentir, lado a lado. A simultânea compreensão dos sentimentos.
O sinuoso caminho da vida como que desvanece. No seu lugar, emerge-se uma escada que impele os audazes a subir.
No horizonte, apenas se vislumbra o destino dos sentimentos. Um qualquer lugar, transitório como todos, onde a espiritualidade da vida humana conhece o seu sentido.
Esta escada não tem corrimão. Quem a subir, só pode agarrar-se a si próprio. À sua confiança e à humildade de saber que, a qualquer momento, pode cair. E nesse receio, nessa aparente insegurança, escondem-se os mais belos e genuínos sentimentos. Assumi-los e vivê-los é a fórmula da confiança que, paulatinamente, eleva o Ser, degrau a degrau, nessa infinita escada repleta de vivências. Cada degrau que se sobe, representa uma conquista do patamar que permite alcançar o seguinte. E o sentido da vida encontra-se, naturalmente, neste processo evolutivo.
A transcendência acontece... todos os dias.

segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Duas notas

A primeira para agradecer ao Jorge Ferreira a referência no Só Aveiro. Efectivamente, um regresso numa "onda filosófica", mas com vontade de aplicar o pragmatismo sempre que se justificar. :)
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A segunda nota para dar conta que, nos últimos dias, a minha disponibilidade para deixar aqui algumas reflexões tem sido pequena... No entanto, estou a acumular algumas vivências muito estimulantes que, certamente, me irão inspirar para algumas partilhas por aqui nos próximos dias.

sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

Razão...


«Sei que tudo acontece por uma razão. É possível que no momento em que ocorre um determinado acontecimento não tenhamos nem o discernimento nem a visão antecipada para compreendermos a razão, mas o tempo e a paciência encarregar-se-ão de nos esclarecer.»
Brian Weiss

terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Paz, sabedoria, paciência...

«A paz interior é impossível sem sabedoria. A sabedoria requer paciência. O crescimento espiritual implica o domínio da paciência.» Brian Weiss

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Fluindo...

Frágil, porque não conhece o caminho. Convicto, porque não pode ficar parado. Que se cumpra a vida, deixando o mundo girar para o lado que quer. É que não há mesmo nada a perder...
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"Fluir é saber que, seja o que for que se passe, há-de sempre ser para nosso benefício, embora naquele momento não possamos entendê-lo." Rosetta Forner

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