A vida é um carrossel
Eh, pá, deixa-me abrir contigoDesabafar contigo
Falar-te da minha solidão
Ah, é bom sorrir um pouco
Descontrair-me um pouco
Eu sei que tu compreendes bem
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Jorge Palma
Eh, pá, deixa-me abrir contigoSentimentos, de forma genérica, são informações que seres biológicos são capazes de sentir nas situações que vivenciam. [wikipedia]

"Não é a força, mas a constância dos bons sentimentos que conduz os homens à felicidade." (Friedrich Nietzsche)
«A vida é primariamente encontrar-se, cada qual, submergido entre as coisas, e enquanto é apenas isso consiste em sentir-se absolutamente perdido. A vida é perdição. Mas por isso mesmo obriga, quer queiramos quer não, a um esforço para se orientar no caos, para se salvar dessa perdição. Este esforço é o conhecimento que extrai do caos um esquema de ordem, um cosmos. Este esquema do universo é o sistema das nossas ideias ou convicções vigentes. Quer queiramos quer não, vivemos com convicções e de convicções. O mais teoreticamente céptico existe apoiando-se num suporte de crenças sobre o que as coisas são. A vida é absoluta convicção. A dúvida intelectual mais extrema é vitalmente uma absoluta convicção de que tudo é duvidoso. E algo ou tudo ser duvidoso não é uma crença num ser menor do que qualquer outra de aspecto mais positivo.»
Este "Cântico Negro" é sublime... Ouvi-o, pela primeira vez, numa aula de Português no Liceu. Tinha 16 ou 17 anos... Na altura, impressionou-me a força e a agressividade das palavras. Mas não entendi algo do poema. Foram precisas algumas vivências para conseguir discernir e partilhar este sentimento tão bem expresso nestas palavras.
E, ainda a propósito de José Régio, evoco aqui outro poema lindíssimo - "Fado Português"- brilhantemente interpretado por Amália Rodrigues e excelentemente recriado pelo projecto Amália Hoje.
Estou viciado...
Sim, foi por mim que gritei.
É uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal. A esperança requer uma certa perseverança, i.e., acreditar que algo é possível mesmo quando há indicações do contrário.
Cada vez tenho menos certezas sobre a vida. Em nome da sanidade mental, assumo decisões e reconheço o estado de espírito nas convicções, mais ou menos fortes, que versam sobre os desejos, as ambições, os sonhos...

Na passada Quinta-Feira, depois de jantar, passei pela Praça do Peixe, abundantemente frequentada, naquela noite, por estudantes universitários, sobretudo, caloiros que desfrutam das primeiras noites na “nova” cidade.
Já lá vai mais de uma semana, mas não queria deixar passar a oportunidade de partilhar por aqui, a vivência de mais uma edição da Festa do Avante. Este ano, na companhia de um grupo de malta fantástica, tive o privilégio de viver a Festa por “dentro”. Graças ao Filipe, foi-me permitido entrar no recinto algumas horas antes da abertura oficial e constatar a azáfama dos milhares de pessoas ligadas à organização naqueles instantes que antecederam o momento de franquear as portas à multidão, bem como, após o fecho no último dia, o ambiente de festa após a Festa, madrugada dentro, daqueles que, durante várias semanas e também nos dias da Festa, abdicaram do seu descanso e do merecido momento de desfruto do evento que tanto ajudaram a montar, para se ocuparem do exercício de uma imensidão de tarefas que os absorveram até à exaustão. No entanto, a convicção de que o seu partido continua a organizar um dos maiores e melhores (senão mesmo o maior e melhor!) eventos de cultura e animação do país, transforma o cansaço dos militantes em energia e optimismo para o ano que se segue.
Numa incursão à cidade Invicta, deu-se o acaso de conhecer o Jardim do Marquês e, necessitando de "fazer" algum tempo por ali, ter o privilégio de me sentar alguns minutos num banco daquele jardim.
Muitas vezes, no calor das situações, as pessoas dizem o que não pensam, falam sem pensar, fazem figurinhas tristes, protestam sem razão, etc, etc...
Isto de estar mais de 3 semanas fora de Aveiro já não acontecia há muitos anos… Foi refrescante! Sinto-me com energias renovadas para enfrentar uma nova dinâmica que se impõe. Para já, os últimos dias em Aveiro têm servido para me actualizar sobre vários assuntos, rever alguns amigos e pôr alguma “ordem na casa”. Confesso que, dada a conjuntura que se me depara, já sinto saudades do calor da Andaluzia e do Algarve, bem como, das respectivas envolvências harmoniosas.
Depois da "aventura espanhola", seguiram-se mais uns dias de puro prazer algarvio. Tempo maravilhoso (adoro o calor!), a praia excelente, o mar espectacular... Boas companhias, excelentes sangrias, grandes conversas e uma ou outra noitada. Pelo meio, algumas horas (deviam ter sido mais...) dedicadas à Pós-Graduação.

Aos meus 7 anos, já eu sabia todas as letras do álbum "Mingos e os Samurais", o qual pedi à minha avó que o comprasse para oferecer à minha mãe (para eu o poder ouvir em casa, claro está!). O primeiro concerto que me lembro de ter exigido aos meus pais que me levassem foi, precisamente, um concerto de Rui Veloso, talvez em 1990 (já não tenho a certeza...) no antigo Parque de Feiras e Exposições.
As músicas do Rui acompanharam o meu crescimento e posso mesmo afirmar que têm sido a banda sonora da minha vida.
E hoje, ao olhar para cima e a sorrir à lua, eu canto "Não há estrelas no céu...".
"A nossa verdadeira identidade é a própria consciência e não as coisas com que a consciência se identificava." Eckhart Tolle
Ontem, acordei com uma música na cabeça intitulada "Pequeno Pormenor". Trata-se de um tema do álbum "Mundo ao Contrário", dos Xutos e Pontapés, lançado em 2004. A propósito, lembrei-me que tinha escrito um pequeno texto sobre a importância dos pequenos pormenores em 2005 e que publiquei aqui com o título "Abrir o golpe...". Já na altura, nesse apontamento, aludi a este tema.
"O movimento de retorno na vida de uma pessoa, a debilidade ou a dissolução da forma, seja através do envelhecimento, da doença, da incapacidade, da perda ou de algum tipo de tragédia pessoal, carrega um enorme potencial para o despertar espiritual - para a consciência deixar de se identificar com a forma."
Noutro dia, contando com a preciosa colaboração do Filipe, da Ana Isabel e da Bia, elaborei uma lista das "frases que já ninguém diz... em Portugal". Se quiserem dar o vosso contributo à lista que se segue, utilizem a secção de comentários à vontade.
A vida é um caminho sem retorno. O que se faz ou se deixa de fazer, num determinado momento, não é susceptível de repetição. Cada momento é único. O difícil mesmo é valorizar essa unicidade no próprio momento. O viver e o sentir, lado a lado. A simultânea compreensão dos sentimentos.
Frágil, porque não conhece o caminho. Convicto, porque não pode ficar parado. Que se cumpra a vida, deixando o mundo girar para o lado que quer. É que não há mesmo nada a perder...